Qualquer adolescente que mantém ídolos na parede do quarto, sabe: o amor pelo astro carrega consigo certa angústia. Para o tipo de fã que faz de tudo para chegar perto dos que idolatra, o sentimento é ainda pior. Não tem como se satisfazer indo somente a um show.
Desde que descobri que Marilyn Manson vinha ao Brasil, tenho falado nos ouvidos do meu namorado. Com medo das minhas expectativas, ele avisou: "Cuidado. Seu amado virou um bundão, um Roberto Carlos gótico". Eu só ria, mas concordava em certo ponto. Acho que nenhum fã do autodenominado anticristo entendeu "Eat Me Drink Me", novo trabalho nada ousado de Manson.
| Sergio Carvalho/Folha Imagem |
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| Cantor norte-americano Marilyn Manson cria barraco com cinegrafista da MTV durante VMB |
Ele retornou depois de uma depressão com um som moderno e em contato com seus sentimentos pela primeira vez. O homem agressivo que escrevia de dentro para fora, agora escreve de fora para dentro. Parece que falar de sentimentos está mesmo na moda, mas que Manson seguia a moda, ninguém sabia.
Em três dias de perseguição doentia, assisti a dois shows e meio. No Rio, em São Paulo e no VMB. Confesso que senti vontade de chorar ao vê-lo de perto, ao constatar que é de carne, osso e muita maquiagem.
Porém, confesso também, que fiquei decepcionada com o espetáculo. Sem energia, Manson apareceu gordo, sem figurino extravagante, e não deu o show que esperávamos.
Muito pelo contrário: parecia estar tendo dificuldades em caminhar com sua plataforma gigante e tirava e colocava o casaco, como se estivesse inseguro com a má forma. Até aparecer de terno branco, apareceu. Num estilo bem Roberto Carlos.
Também não houve discurso, ele não se comunicou com a platéia nem para dar tchau. Com shows curtíssimos e idênticos até em movimentos, mostrou que se transformou. Em um velho precoce.
Não gosto de ter que dizer isso sobre alguém que amo há sete anos, mas é meu dever como fã de verdade. Acredito que Manson esteja passando por uma crise de meia-idade, ou melhor, prefiro acreditar.
De repente ele acordou, olhou no espelho, e percebeu que havia se transformado em uma caricatura de si mesmo. De repente cansou. Quem sabe o namoro com uma menina de 19 anos esteja o afetando. Vamos rezar para que passe. Ops... Rezar não, foi mal. Desejar intensamente.
Estou divulgando esse texto pq achei bem interessante,gostaria de saber a opinião de
vcs fãs e dos não fãs de Manson.
Texto estraido do site FolhaOnline, escrito por Mayra Dias Gomes

Qualquer um..
Sáb 27 Jun 2009 10:54