Home Data de criação : 07/09/30 Última atualização : 11/10/18 04:22 / 4 Artigos publicados

Entrevista de Dani Filth a Cambridge-news.co.uk.  escrito em quarta 31 outubro 2007 13:53

O frontman do CRADLE OF FILTH, Dani Filth, concedeu uma rápida entrevista para o site Cambridge-news.co.uk.

Cambridge-news.co.uk: Sempre existiu um lado teatral nas apresentações do CRADLE OF FILTH. De onde vem essa inspiração?

Filth: O musical "The War of the Worlds" sempre foi um dos meus álbums preferidos, e recentemente eu fui abordado pelo Jeff Wayne, para estar em uma nova produção. Eu acabei não podendo participar, porque estávamos muito ocupados. Aquele álbum é muito influente para mim, pois tem um grande senso de drama e magnetismo. São coisas que tentamos fazer nos álbuns “Cruelty and the Beast” e “Damnation and a Day”, que foi baseado no “Paradise Lost” de Milton. Isso diz muito sobre o CRADLE OF FILTH.

Cambridge-news.co.uk: No palco, você aparenta ser um “louco assustador”. O quanto disso faz parte do show em si?

Filth: As pessoas geralmente se espantam com nossas boas maneiras, e como somos educados quando nos conhecem pessoalmente. Mas de vez em quando o que queremos é botar pra quebrar e suar um pouco.

Cambridge-news.co.uk: Você tem sido criticado por alguns tipos religiosos, pela suposta “natureza satânica” de suas letras. O que você acha disso?

Filth: As pessoas nos chamam de Satânicos, mas a verdade é que chamam de Satânico tudo aquilo que não conhecem. Satã é apenas um espantalho impedindo as pessoas de conhecer religiões mais verdadeiras e antigas. Eu acho que as pessoas iam ficar mais chocadas se me vissem de cabelo curto e de terno Vitoriano fazendo o “War Of The Worlds”, do que cuspindo fogo e trucidando um bode, como todas elas presumem que eu faça.

Cambridge-news.co.uk: O que você realmente acha da religião?

Filth: É a coisa que mais nos fascina. Eu tenho uma casa na Índia, que é um lugar para onde costumo fugir. Eu estou bem interessado em ‘emprestar’ atributos do Hinduismo, Paganismo e outras coisas do tipo. Pegar coisas de diferentes tipos de religião faz sentido pra mim. Todos os homens e mulheres são únicos em sua própria noção de certo e errado, que acreditam que os sistemas deveriam também ser, então essas pessoas não deveriam ter ninguém lhes dizendo em que acreditar. Obviamente não é tão simples quanto o Catolicismo, que é preto e branco. Se você comer um ou dois biscoitos você vai para o inferno e pronto. Esse é um sistema ridículo e infantil, do qual milhões de pessoas fazem parte.

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Festival de Atraso  escrito em quarta 31 outubro 2007 13:40

Atrasos e diversidade marcam shows do Tim Festival em SP

O Tim Festival, que teve cinco noites de shows em diferentes palcos na cidade de São Paulo, foi marcado por atrasos. Quase todas as apresentações começaram depois do horário previsto, com o caso mais grave acontecendo no domingo, no Anhembi, quando a banda americana The Killers subiu ao palco às 4h da manhã, três horas após a previsão inicial.

O festival também foi marcado pela diversidade. Do rap "boca suja" do grupo Spank Rock, passando pela MPB barulhenta de Cibelle, o indie rock dos Arctic Monkeys, aos experimentos eletrônicos do projeto Winona, o Tim Festival reuniu diferentes públicos em seus três palcos: o Auditório do Ibirapuera, a boate The Week e o sambódromo do Anhembi.

Os grandes destaques desta edição foram a delicadeza de Cat Power; o espetáculo visual da islandesa Björk, um dos artistas mais esperados pelo público; a festa de rock eletrônico promovida pelo DJ Girl Talk; a seleção de sucessos da banda americana The Killers e a banda cirKus, grande surpresa do festival.

Confira o que de melhor aconteceu no Tim Festival 2007:

Quinta-feira
O festival começou com uma seleção indie no auditório do Ibirapuera. O cantor Toni Platão, um pouco deslocado na programação, abriu a noite com seu repertório pop rock, recheado de covers. A musa indie Cat Power fez o primeiro de seus dois shows na cidade, empolgando o público, que aclamou as baladas melancólicas do pianista Anthony Hegarty e sua banda The Johnsons.

Sexta-feira
No Auditório do Ibirapuera, a programação foi mais dedicada ao jazz europeu, com destaque para o pianista do Quirguistão Eldar, de apenas 20 anos, uma das promessas mundiais do gênero.

Já na boate The Week, a noite eletrônica do Festival trouxe seis atrações. O DJ Gregg Gillis, conhecido por seu projeto Girl Talk, fez um dos melhores shows do festival, com uma performance ensandecida, com direito a dança no chão, no meio da pista, cercado pelo público.

Sábado
Substituindo a canadense Feist, que cancelou sua vinda ao Brasil por causa de uma crise de labirintite, Cat Power roubou a cena, e fez, segundo a própria, um show melhor que o de quinta-feira. A noite também contou com Katia B, que mostrou sua MPB com pitadas eletrônicas, e Cibelle, cujo ponto alto do show foi a participação especial da amiga Vanessa da Mata.

Domingo
No auditório do Ibirapuera, mais uma noite dedicada ao jazz, com destaque para o veterano Cecil Taylor e o organista Joey DeFrancesco, que contou com a participação especial de Bobby Hutcherson, que roubou a cena com seu vibrafone.

No Anhembi, o maior evento desta edição: o show que reuniu 23,2 mil pessoas, segundo a organização do festival. A noite começou com o rap eletrônico do Spank Rock, que desferiu suas letras cheias de palavrões. Depois, a música eletrônica do Hot Chip, que encerrou a apresentação com seu maior hit, Over and Over.

Björk, uma das artistas mais esperadas desta edição do festival, foi aclamada pela platéia, com um show bastante visual, que começou com canções mais introspectivas e depois transforou o Anhembi em uma grande rave.

Juliette Lewis, acompanhada de sua banda The Licks, apresentou um show sexy, fazendo caras e bocas e interagindo bastante com a platéia, que se empolgou com as poses da atriz. Em seguida, a banda inglesa Arctic Monkeys, umas das revelações do novo rock, fez um show curto, mas que agradou a platéia, que cantou junto com o vocalista Alex Turner em quase todas as canções.

Prejudicados pelo atraso de três horas, a banda The Killers, principal atração da noite, fez um show conciso, cheio de hits, que agradou o público que ainda permanecia no Anhembi. O vocalista Brandon Flowers lamentou a falta de tempo para apresentar um show completo da banda.

Segunda-feira
Encerrando a maratona paulistana do festival, o Auditório do Ibirapuera recebeu o escocês Craig Armstrong, que trouxe ao Brasil seu projeto eletrônico experimental Winona.

Mas o festival ainda reservou sua maior surpresa para o final. Com um show impressionante, Neneh Cherry voltou aos palcos à frente da banda cirKus, que mistura rock, reggae, hip hop e música eletrônica, criando uma sonoridade que agradou a platéia, que ovacionou a banda.

Com uma seleção que agradou dos jovens fãs de rock e música eletrônica aos mais velhos, apreciadores do jazz e da MPB, o Tim Festival 2007 acertou na escalação das atrações, mas deixou a desejar na organização.

 

 

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Pitty e NXZero Dividem Prêmios no VMB 2007  escrito em domingo 30 setembro 2007 16:53

Foto: Caetano Barreira/Argosfoto
NXZero levou os prêmios de melhor artista e hit do ano.

A banda NXZero venceu a principal categoria do Video Music Brasil, evento promovido pela MTV nesta quinta-feira (27), que premia os melhores da música. A banda foi escolhida Artista do Ano e ainda levou o prêmio de Hit do Ano, com a música "Razões e emoções".

 

Pitty - queridinha do público da MTV - também faturou dois prêmios, levando o troféu de Clipe do Ano (com "Na sua estante") e sendo escolhida como vocalista da Banda dos Sonhos.

 

Nessa categoria, o público ainda escalou Japinha (CPM 22) na bateria, Champignon (Revolucionnários) para o baixo e colocou Fabrício Martinelli (Hateen) na guitarra. "Banda dos sonhos é sempre a mesma coisa", desabafou João Gordo, lembrando que no ano passado exatamente os mesmos integrantes foram escolhidos pela audiência. No show, o grupo recém-formado cantou "Ainda é cedo", da Legião Urbana.

A banda Cachorro Grande, que liderava as indicações ao lado da roqueira baiana, levou apenas um prêmio, na categoria Show do Ano.

Foto: Caetano Barreira/Argosfoto
Pitty levou os prêmios de clipe do ano e vocalista da Banda dos Sonhos.

O VMB 2007 começou com meia hora de atraso neste ano, às 22h33, apenas quando o penúltimo capítulo de "Paraíso tropical" terminou. Aliás, a novela foi assunto entre os convidados, que tiveram de responder a Marcos Mion, assim que chegavam à premiação, quem eles acreditavam ser o assassino de Taís (Alessandra Negrini).

"Atenção macacada, atenção Brasil, está começando o VMB 2007." Foi assim que João Gordo anunciou simpaticamente a abertura da 13ª edição do Video Music Brasil. Gordo chamou a apresentadora Daniella Cicarelli de "maravilhosa, gostosona e bocuda" -animado, ele até arriscou os passos da dança do siri ao lado da trupe do "Pânico".

A abertura da festa ficou por conta do show de Juliette & The Licks. Em seguida, foi apresentado o prêmio Revelação, o primeiro da noite, vencido por Fresno.

 

 Papito original

O ponto alto ficou por conta do senador Eduardo Suplicy, que apresentou o show de Sandy e Junior ao lado de Supla.

"Agora sim, com o papito original", brincou Supla. O senador disse que estava muito feliz de participar da premiação e cantou trechos de músicas de Sandy e Junior. "Outuno é sempre igual", citou. Para depois saltitar gritando: "Vamo pulá!"

Sandy, por sua vez, subiu ao palco com Derrick Green, vocalista do Sepultura, para apresentar o show de Marilyn Manson. "Eu adoro um rock satânico", divertiu-se.

Na categoria recém-criada Aposta MTV, venceu Strike. Já o anúncio de "Vai tomar no c*" como vencedor da categoria Web Hit causou comoção na platéia, que cantou em coro o maior hit recente da internet. "Eu divido o prêmio com o Suplicy, porque a mensagem é a mesma", afirmou a atriz Cris Nicolotti, referindo-se à gravação do senador cantando "Homem na estrada" (Racionais MCs), em comissão do Senado, que também concorria ao prêmio.

A banda Cansei de Ser Sexy falou da Europa, onde estava abrindo a turnê de Gwen Stefani. De lá, por meio de vídeo, apresentaram o prêmio de melhor Artista Internacional do Ano, categoria vencida por Red Hot Chili Peppers.

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A Crise De Meia-Idade De Marilyn Manson  escrito em domingo 30 setembro 2007 01:24

Blog de heavyclassic :Heavy Classic, A Crise De Meia-Idade De Marilyn Manson

Qualquer adolescente que mantém ídolos na parede do quarto, sabe: o amor pelo astro carrega consigo certa angústia. Para o tipo de fã que faz de tudo para chegar perto dos que idolatra, o sentimento é ainda pior. Não tem como se satisfazer indo somente a um show.

Desde que descobri que Marilyn Manson vinha ao Brasil, tenho falado nos ouvidos do meu namorado. Com medo das minhas expectativas, ele avisou: "Cuidado. Seu amado virou um bundão, um Roberto Carlos gótico". Eu só ria, mas concordava em certo ponto. Acho que nenhum fã do autodenominado anticristo entendeu "Eat Me Drink Me", novo trabalho nada ousado de Manson.

Sergio Carvalho/Folha Imagem
Cantor norte-americano Marilyn Manson cria barraco com cinegrafista da MTV durante VMB
Cantor norte-americano Marilyn Manson cria barraco com cinegrafista da MTV durante VMB

Ele retornou depois de uma depressão com um som moderno e em contato com seus sentimentos pela primeira vez. O homem agressivo que escrevia de dentro para fora, agora escreve de fora para dentro. Parece que falar de sentimentos está mesmo na moda, mas que Manson seguia a moda, ninguém sabia.

Em três dias de perseguição doentia, assisti a dois shows e meio. No Rio, em São Paulo e no VMB. Confesso que senti vontade de chorar ao vê-lo de perto, ao constatar que é de carne, osso e muita maquiagem.

Porém, confesso também, que fiquei decepcionada com o espetáculo. Sem energia, Manson apareceu gordo, sem figurino extravagante, e não deu o show que esperávamos.

Muito pelo contrário: parecia estar tendo dificuldades em caminhar com sua plataforma gigante e tirava e colocava o casaco, como se estivesse inseguro com a má forma. Até aparecer de terno branco, apareceu. Num estilo bem Roberto Carlos.

Também não houve discurso, ele não se comunicou com a platéia nem para dar tchau. Com shows curtíssimos e idênticos até em movimentos, mostrou que se transformou. Em um velho precoce.

Não gosto de ter que dizer isso sobre alguém que amo há sete anos, mas é meu dever como fã de verdade. Acredito que Manson esteja passando por uma crise de meia-idade, ou melhor, prefiro acreditar.

De repente ele acordou, olhou no espelho, e percebeu que havia se transformado em uma caricatura de si mesmo. De repente cansou. Quem sabe o namoro com uma menina de 19 anos esteja o afetando. Vamos rezar para que passe. Ops... Rezar não, foi mal. Desejar intensamente.

 

Estou divulgando esse texto pq achei bem interessante,gostaria de saber a opinião de

vcs fãs e dos não fãs de Manson.

 

Texto estraido do site FolhaOnline, escrito por Mayra Dias Gomes

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